Em 2017, três mulheres se encontram em um Starbucks para estruturar um projeto. Elas não se conhecem intimamente, e a reunião tem tom profissional, direto e marcado por gentileza e suavidade.
Assim começa “Filme Índigo”, apelido para o projeto proposto pela pesquisadora Kiri Miyazaki, num encontro promovido por Amanda Cuesta, que me apresenta como fotógrafa e cineasta para ela. O projeto é enviado e contemplado pelo Prêmio ProAC de Economia Criativa daquele ano.
O documentário, ainda em produção, acompanha todo o processo de plantio, colheita e extração do pigmento azul natural, a partir de uma espécie de planta japonesa. Junto a seu marido, Neto, Kiri nos presenteou com a experiência da espera e transformação da natureza, um feliz trabalho de registro e importantes trocas também da experiência humana, num mundo agressivo, competitivo e muito apressado para o testemunho.
O curta-metragem foi entregue em 2018, e a verdade é que sua produção é a mera conclusão do real objetivo de todo esse percurso: divulgação, estímulo e inspiração para voltarmos à ciência de nossa capacidade individual de nos (re)apropriarmos de processos com a manufatura, o cuidado e a paciência, um fluxo contrário do consumismo, e que não menos nos enche de satisfação e recompensa.

Assista completo:
Back to Top